domingo, 23 de setembro de 2012

Alusão à Morte Próspera

Nada é certo,
Apenas o futuro incerto
E a morte que nos envolverá.
Sonhos, agora ilusões,
Descansam em paz
E os sonhadores,
Poetas
E amantes
Que antes idealizavam,
Jazem em um túmulo tenaz,
Abocanhando suas mais perversas idéias
Em troca de um eterno pedaço de terra,
No qual todas as esperanças que tiveram
São depositadas e soterradas
Em nome da morte.
Os lúgubres gestos dos, em breve finados,
Ao se depararem com os corpos em sono profundo
Completam o ciclo da vida.
E, apesar das lágrimas derramadas,
Ninguém se dá conta de que, para existir vida,
Deve existir morte, e vice-versa.
Sem a segunda, a primeira seria apenas um intenso vazio;
Haveria um universo caótico,
Deplorável, doentio
E as pobres almas se perderiam na imensidão
E na podridão do mundo de cima,
Sem que suas vidas adquirissem significado.

Descansem em paz.

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