domingo, 23 de setembro de 2012

Catatonia



Dizem que tenho problemas
Os quais não são possíveis resolver.
Dizem que sou louco
E me ferem até me entristecer.
Dizem que meu mundo é paralelo
E que eu não vejo o amanhecer.
Dizem que o que vejo não existe
E que me matariam, se pudessem escolher.
Dizem que não penso
E que não vejo o que as pessoas vêem.
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Dizem que paro por um instante e que depois volto a viver.
Dizem que meu corpo é pedra e que me enterrariam
Para que me vissem sofrer. Dizem que sou louco.
Dizem que não mereço estar em público.
Dizem que sou ocluso... e que não posso entender.
QUERO GRITAR! QUERO CHORAR! Mas a noite me cala...
O silêncio soa e eu me abstenho... me fecho em um canto para relaxar
E me tacham de louco! NÃO SOU LOUCO! Não posso ser...
Minha mente inquieta divaga e fico com raiva...
Não aguento essa pressão e só quero um pouco de carinho.
Não suporto isso tudo e me torno perigoso, agressivo.
Dizem que ... sou... louco... e que... paro...
Não... penso... me torno... lento... e caio.
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Dizem que choro à noite e que de dia durmo um sono profundo
No qual meu mundo é uma superfície plana, cheias de árvores,
Como as que um dia sorriram para mim numa espécie de jogo.
Em minha mente vejo um reino cheio de pessoas paradas.
Crio casas e as dou lazer.
Crio felicidade a partir da minha e me entristeço por não as atender.
Em meu mundo penso, em meu mundo vou morrer.
Quando abro minha cabeça para as pessoas,
Dizem que sou louco, dizem que sou louco...
Sou louco? Não sou... mas
Da loucura vou viver.

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