domingo, 23 de setembro de 2012

Deus-Monetário - Hino à Ironia


O deus que todos idolatram não é onisciente,
Não apela para o espiritual
E não é supostamente existente
Ou ideal.

O deus que idolatramos é objeto,
É frágil e injusto,
É o divino trajeto
Entre dívida e custo.

A divindade cedúla seu papel informal:
O caos, a podridão social
E a elitização dos meios culturais.

A divindade não nota seus colaterais:
A morte e fome comunitárias;
A avareza e carência, banais.

O deus é inteiro,
O deus não tem céu,
Hare Krishna,
Louve o dinheiro (ao léu).


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