domingo, 23 de setembro de 2012

Minha Anarquia


NÃO!
Não preciso de alguém para obedecer.
Não preciso que me digam o que é certo e errado,
Tudo está bem claro, por isso, NÃO!
Não vos quero. Talvez em outra época, mas agora não.
Não preciso de ordens, não preciso de vós,
Não preciso do Estado ineficiente que nos é apresentado
E nem de censuras inúteis – preciso de voz.

NÃO!
Chega de tanta burocracia,
De tanta conversa e pouca ação.
Tudo é mentira, tudo é desculpa
Para que não haja construção.
Portanto, NÃO!
Chega de futilidade, chega de burrice.
Por onde anda a crítica? Fala-se tanto e proíbem tanto,
Por que não proíbem a si mesmos e calam-se para o bem comum?

NÃO!
Não preciso saber de tantas coisas desnecessárias.
Quero aprender o essencial para ser o que eu quiser,
Não mais um projeto de uma sociedade que dizem ser feliz e harmônica.
NÃO!
Chega de tanta igualdade: somos diferentes, merecemos os mesmos direitos,
Não obrigações.
NÃO!

NÃO!
Vou repetir até que me matem por falta de respeito.
NÃO!
Quero viver para ver quantos lutarão por seus ideais.
Ainda há uma minoria, mas inteligente
Que, apesar de lutar contra uma tempestade de manipulados,
Vencem a cada dia que passa por seu esforço.
PELA LIBERDADE!

NÃO!
Não quero a Anarquia total,
Não quero o Caos...
Quero a construção a partir de um descontrole,
Quero o esforço mental!
Quero que todos trabalhem juntos para que o conhecimento
Seja compartilhado e torne-se universal.

NÃO!
Não quero acabar com instituições!
Quero que saiam do conservadorismo!
Que pensem no futuro e em inovações.
Quero que tenham consciência do que realmente querem
E que seu poder cognitivo possa ser algo de orgulho – o que não é.

NÃO! Volto a falar:
Não preciso obedecer!
Nós movemos o mundo,
Podemos fazer qualquer coisa,
Podemos inovar, pensar e criar
Sem que dependamos de quem está no poder.

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