domingo, 23 de setembro de 2012

Nada Rima Com Egocentrismo


Quando digo que meu passado me acompanha,
As pessoas insistem em compensá-lo com seus problemas.
Não estou reclamando, mas, se há algum tipo de dor,
A dor alheia não será a cura.

Além disso, não há preocupação contundente.
As pessoas não pensam nas outras - assim como eu,
Puramente egocêntrico nesse poema, onde as rimas, inexistentes
Dançam conforme a música da solidão e tristeza.

Cada comentário tem como base a vida da pessoa.
Caso contrário, ela insiste em falar que todos sentem o mesmo,
Fazendo assim com que eu sinta a invalidade dos meus problemas
E de mim mesmo.

Com o ápice do egocentrismo,
Cito alguns dos fatores que causam minha loucura e ira.
Não vejo como alguém pode suportar esses questionamentos
Sem que uma palavra sequer seja proferida.

Isolo-me a cada letra que sai de minha boca ou dedos
E me encontro num mundo pessoal,
Onde encaro os conselhos inúteis de conselheiros amadores,
Ou de pessoas que acham que estão fazendo o bem, quando estão fazendo o mal.

Os rostos antes tão frequentes e alegres,
Hoje sorriem isolados,
Observo todos com meu total desprezo.
Até os mais queridos já estão longe de mim

Apesar de me sentir sozinho e esquecido,
Agradeço por ser assim. Sem isso, tudo que crio e criei
Não existiria. Assim como esse poema,
O das rimas, supostamente, inexistentes.

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