domingo, 23 de setembro de 2012

Neurose


Quando somos crianças somos tão despreocupados
Que não nos importamos nem com a distância,
Nem com a perda,
Nem com qualquer outra coisa se não não nos preocupar.

Conforme o tempo passa, sinais da neurose social são percebidos.
De alguma forma, os adultos passam esse problema para os menores,
Conquanto seja de forma involuntária, tudo que pensamos é inibido,
Porquanto somos tão pequenos e não nos defendemos do que acontece.

Quando crescemos, perdemos a utopia!
A qual só existe quando somos pequenos,
Pois não há problemas, tudo é perfeito!
Exceto o desejo que temos de adquirir a neurose.

Neurose! Ah, Neurose!
Queremos tanto tê-la e depois queremos aniquilá-la,
Assim como nossos sonhos são no momento em que
Adquirimos uma vida-padrão, repleta de igualdade e monotonia.

Neurose! Ah, Neurose!
Sem você não haveria poesia que explicasse a sociedade
E não haveria relevância ou verdade
Que supusesse a delinquência e ignorância que é crescer.

E esse é o único problema das pessoas crianças
E mais um das crianças adultas:
Somos ignorantes a ponto de ignorar
Que a infância é a chave para a velhice.

Sem uma infância bem formada; com neurose,
E com necrose de pensamento,
Somos apenas adultos, velhos, loucos, neuróticos,
Tentando matar a criança em cada um.


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