domingo, 23 de setembro de 2012

Os Velhos Tempos da Melancolia Inerente ao Ser


Os velhos tempos, quando inventei minhas fantasias, sozinho,
Deixaram saudade dos sonhos, de meus amigos e da ausência de carinho.
O passado que me acompanha até hoje em pensamentos
É o culpado pelo remorso e medo de minha infância... perfeita, cheia de tormentos,
Dos quais não me vejo livre até hoje.
Acompanhado de minhas imaginações, repudiei todos que me corromperam
E, por isso, sou considerado ocluso, louco ou gênio, subordinado aos que me entristeceram.

Os velhos tempos deixaram marcas impossíveis de se apagar:
As memórias de gritarias incessantes, choros silenciosos e um intenso atacar
em meus sentimentos; o medo de ser descoberto despejando minhas lágrimas;
o terror de noites vazias, solitárias e doentias que vivi em paz, sozinho.
Sinto falta dos antigos eus que abandonei e que nunca voltarão...
Se pudesse, viveria cada um deles mais uma vez apenas para valorizar 
Cada momento de minha mais pura e profunda solidão.

Pensando em meus velhos tempos, quando inventei os sonhos,
Percebi que minha erudição me impede de rir – sou um ser anacrônico -
E, até nas mais felizes e bonitas estações, sou proibido de sorrir.
Penso muito, reflito sobre tudo e não aproveito as emoções.
Ao final de tudo, acabo esquecendo o que pensei,
Todo meu precioso tempo se torna perdido e, cada vez mais, 
Mais eus são jogados fora, como se eu nunca tivesse vivido.

Nenhum comentário:

Postar um comentário