domingo, 23 de setembro de 2012

Poesia Para René Magritte

Não há nada que uma janela fechada possa esconder,
Não há nada que uma imagem surrealista não possa explicar
E, por fim, não há nada que o homem de Magritte não tenha lido
Em sua cozinha, em seu quarto, ou em seus pensamentos vedados.

Maçãs, chapéus e pessoas no céu,
Não há nada impossível,
Não há nada ao léu.

Montanhas e castelos flutuando,
Pontes e trens dissimulados,
Homens e mulheres se beijando
Por traz de máscaras e fantasias.

Não há nada que um homem surrealista não possa explicar.
Não há qualquer movimento sem motivo e motivação
E, felizmente, não há razão para privatizar seu talento para poetizar:
Em seus quadros, em rascunhos, ou em vidas alheias, ansiosas para criticar.

Carros, charutos e cavalos repletos de significado;
Mulheres, aves e nuvens;
Relógios, cadeiras, espelhos e um alado;

Ruas, dias e noites,
Gaiolas e quadros...
Nada é o que parece
E não há nada que não seja pensado.

Não há nada que esconda a reflexão, exceto a mente humana,
Condição a qual é cristalizada por simples ações mundanas.
Não há nada perdido a não ser o tempo
- Deixe a arte lhe guiar.

Não há nada que prive o prazer e olhares curiosos sobre seu trabalho,
E, seja dia ou noite, não há maçã ou pombo que esconda o que vemos
Devemos ver as coisas como são, sem enfeitarmos sua importância
Portanto, se o homem faz, o homem faz então.

Nenhum comentário:

Postar um comentário