domingo, 23 de setembro de 2012

Versos Eternos


Quando a procuro, não a vejo.
Apenas sua breve imagem parada,
Olhando para mim, refletindo meu anseio
Por seu doce e maravilhoso amor,
E tudo que nunca viera até meu coração desesperado,
Surge como se estivesse ali, todo aquele tempo,
Sutilmente, amenizando minha dor.

Quando digo que a quero, não quero.
Apenas desejo amá-la eternamente,
Sonhar com encontros, abraços e beijos
E descansar ao som de sua voz melódica e suave,
Ao passo que, a todo instante,
Tento tornar realidade
Até seus mais insignificantes e simples sonhos.

Nosso amor é como um poema, uma utopia;
Nosso amor é a vida, a alegria... e tudo mais...
Somos um para o outro e juntos somos um
E, mesmo quando nos distanciamos,
Como nosso amor, não há algum.

Nas noites frias as quais passamos cantando
E escrevendo nossos versos cotidianos,
Rimos de todas as coisas e, apesar de sermos velhos
E aparentar sermos o casal mais bonito,
Rimos de tudo. Rimos de não conhecer o amor.

Nos dias lindos que vivemos, parecemos jovens apaixonados.
E ainda somos. Envelhecemos com o tempo,
Mas ainda nos amamos como nos primeiros dias,
Quando a luz da aurora batia na janela fechada
E os pequenos raios que entravam no quarto
Revelavam o rosto da mulher mais linda do mundo – deitada, ao meu lado.

Quando a vejo, não vejo o resto.
Ela ainda sabe me enfeitiçar como no primeiro dia,
Quando me fez começar a pensar nela sem me ensinar a esquecê-la.
Acordo pensando, vivo pensando e durmo imaginando seu sorriso
E todos os momentos infindáveis que nosso amor nos proporcionou,
Fazendo minha vida, confesso, muito melhor e muito mais feliz.

Quando a procuro, não a vejo.
Quando a vejo, não vejo
Quando não vejo, a vejo.
E, ao som de aliterações,
Nos envolvemos em um longo beijo.

Meu amor é como um segredo traduzido em versos eternos.
Conto apenas para ela, e, confidente,
Meu amor não revela para mais ninguém,
Fazendo assim, com que nos amemos unicamente
E perfeitamente, como se o amor fosse nós dois.
                

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