sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Campos de Concentração

Viajo para os campos de concentração de minha mente,
Onde uma memória substitui a outra
Em uma guerra travada por mim, contra mim,
Na qual os membros que sustentam a cabeça-mãe
São arrancados e jogados em um cesto de lixo,
Assim como eu para com o mundo:
Totalmente petrificado, totalmente indolente.

Viajo e me perco, torno-me apenas história,
Torno-me servo de meus pensamentos,
De minha profunda e intensa melancolia.
Sou um soldado, sou a arma e a barreira...
Sou o quartel, as fardas, a bandeira...
Sou tudo, mas tudo é nada,
Nada para mim.

Viajo para os campos, para minha maldição,
Onde meu corpo é estátua
E por causa de meu bronze, descubro a solidão.
Sou enigma, sou esfinge, sou mar, sou um rio.
Sou um morto que vive e um vivo que morreu
Para sempre, dentro de seu pessoal e eterno vazio.

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