segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Os Olhos Que Nos Vêem Estão Fechados

Os que passam por meus olhos não me enxergam mais.
Eles vêem, eles ouvem e eles sentem,
Mas apenas o que seus mundos pessoais reservam para si.

Poderia ter sido um mentor, um professor, um guia.
Poderia ter sido um amor, a felicidade, a melancolia.

Os que passaram por mim se foram e, ingratos,
Não olharam para trás - seguiram seus caminhos individuais,
Mas sem um abrigo, sem seu conselheiro, seu amigo.

Poderia reclamar disso, mas todos o fazem,
Todos somos malditos que não merecem compaixão.

Quem agradece um colega por estar presente em nossas vidas?
Quem agradece um conhecido por estar ali, naquele momento?
Salvo exceções, ninguém. Até que são tirados de nós,

Seja por morte, pela distância,
Ou apenas por reconhecer que nunca foi  valorizado.

Excluo-me, sem dúvida alguma.
Excluo-me e não me importo com a solidão momentânea.
Excluo-me para refletir sobre mim e escrever coisás-pessoas, complicadas, mas nem tanto.

Complicadas as relações dos indivíduos e das palavras:
Ou estão em perfeita sintonia, ou se perdem em caos.

Essa relação problemática é consequência de uma mente ideologicamente fragilizada
- Não por causa da pessoa, mas pela ideia,
Por causa da fragilidade do sistema no qual ela está inserida.

Ainda assim, a valorização do próximo deveria ser mais contundente, assim como o amor,
Que deveria existir no Ser, não sendo um sentimento qualquer, que pode ser substituído.

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