terça-feira, 23 de outubro de 2012

Poética do Mundo

A tecnologia roubou minha criatividade
E, sob seu efeito, passei a viver do ócio.
A música não mais ecoa pelas salas que guardo em mim
E a poesia já não é lida ou escrita por minha mente.

Não tenho tempo, pois tempo simplesmente não há.
Não encontro as pessoas, vivo ocupado
E quem sofre? Eu, em primeiro lugar,
Depois, vem minha imaginação.

O que tenho criado?
Como tenho criado?
Como fazer as pessoas refletirem?
Como fazê-las atribuir um poema a suas vidas?

Fiz-me político, fiz-me poeta e humanista,
Nada adiantou, todavia.
Não penso, não crio!
Sou um fantoche a serviço de qualquer um.

Sou a cara da negligência,
Sou fruto de minha impaciência e hiperatividade.
Levanto a bandeira dos pragmáticos
- Sou nossa moderna sociedade.

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