terça-feira, 13 de novembro de 2012

Poética do Modernismo

Que o traz aqui, pequeno bem-te-vi?
Não sabes que o mundo te aguarda
Para dar-te as asas que tanto anseio ver?
Ainda não as vi. Estão oclusas dentro de ti,
Assim como teus sonhos,
Que se escondem nos abrigos
De minha janela.

Que o traz aqui, pequeno bem-te-vi?
Não sabes que estou ocupado?
Vamos, saia logo,
Pare de me olhar com essa cara anuviada.
Volte amanhã e trarei uma fruta para teu agrado
Assim como mais paciência
Para aturar o vago cotidiano alheio

                                       - como o teu, quando bem pequeno te vi.

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