segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Treva - Antiparábola

Não nos damos conta da inquieta movimentação das sombras que nos rodeiam,
Envolvendo a lúgubre sensação
E o medo, que toma conta de nossas mentes tenebrosas.

Em breves instantes, quando fechamos nossos olhos,
Somos como objetos cintilantes em meio à densa escuridão
Que ataca até o mais puro pulsar cardíaco.

TREVA!

Fechamos os olhos e tudo se move! Eles nos sufocam! Eles nos seduzem!
Mas não percebemos a assombração que nos assola
E que nos torna cada vez mais obscuros.

O ar quente e lúrido que incendeia as casas repletas de ódio
Tornam as pessoas lívidas! A morte torna até o mais nobre sentimento
Um prazer inigualável - um paraíso.

As almas macabras que saem da escuridão e brotam em nós são imperceptíveis!
São frutos de uma maldição! São espíritos dos mortos que se apossam de nossos corpos
Para que um jovem poeta, a cobaia-repórter tenha como relatar

O delírio e as alucinações que ele mesmo teve
Ao se dar conta
Que tudo é a terrível ilusão do horror.

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