quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Perda Mórbida

E se eu morresse agora?
                           - Pergunto-me ao escrever este poema.
Em alguma parte alguma
O pesar de minha existência
Tornaria alegria tudo que foi ódio
E, para minha felicidade,
Todos que alegrei - a grande maioria, suponho,
                              Me amaria mais,
Apesar e por ter morrido.

É claro que seria bom para mim,
Mas desconheço tudo que acaba em fim
Por isso tenho pena...
Pena de saber que só os mortos aproveitam a morte
                             - Mesmo sem aproveitar, de fato
E de saber que os que ficam é que morrem,
                             - Momentaneamente,
Pela dor de se dar conta de que os que se vão,
Ao contrário do que pensamos em vida,
São insubstituíveis.

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