sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Poética da Poética

Sempre odiei minha poética até que uma chamou minha atenção.
Era algo simples,
Talvez uma cópia,
Quiça uma paráfrase de algum autor ou compositor famoso.
Não sei.
Só sei que gostei bastante e passei a escrever mais e mais,
Todos os dias para que não perdesse um verso sequer...
Mas perdi...
Ganhei o sentimento de "era inevitável",
Ganhei experiência,
Ganhei novas palavras,
Mas o poeta é o mesmo.

A velocidade da produção aumentou,
A qualidade idem
E o reconhecimento igualmente.

Mas nada é suficiente.

Anseio mais, não quero ficar com isso, apenas.
Não quero parar para revisar o que escrevo e perder o fio da meada no dia seguinte!
Não!
Não é pra mim.

O poema que chamou minha atenção já foi esquecido por todos,
Mas está guardado comigo ainda,
Assim como os outros,
Até os que já esqueci.

Um dia os lerei novamente,
Chorarei, amarei
E sentirei o que senti quando estava escrevendo,
Quando estava sofrendo e amando,
Chorando,
Cantando,
Sendo,
Existindo
E vivendo.

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