quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Reflexão Longínqua

Excluo as margens de paredes quebradas,
De imagens curtas
E da névoa pintada
Das relações artísticas que promovo...

Estratifico a arte em poesia
E a poesia nos poemas mais chegados,
Como os oriundos do modernismo
Ou os complexos (mas nem tanto) surrealistas,
Criados
E tidos como...
Como...
O que vemos ali, naquele instante.

O que é?
O que é
                    Inquietante?

Navios partem dos portos que construí em meu paraíso
E onde estão agora?
Só Deus sabe, se é que sabe onde e se ele mesmo está.

Os peixes marinhos se entregam à fuligem dos marinheiros,
Queimados pelo sol exaustivo,
Pela lua do dia em que parti para nunca mais.

Dali o encontrei
E o guiei no onirismo mental,
Um exercício que fizemos para nos entreter.
Mas quem? Quem poderia nos interromper?

A melancolia tomou conta da poesia
Quando os pescadores tiveram que deixar aquele lugar por causa do porto.
Lembranças daquela área anos antes,
Quando o pai pescava com o filho com uma paciência e amor veneráveis.
E tudo acabou, mas ninguém percebeu,
Porque eu não disse.

A poesia não é subentendida,
Ou melhor, é até certo ponto
E, nas camadas de minha arte,
A explicação e reflexão abrangem os lugares mais altos,
O topo do topo, em relação ao primeiro.

Ilusão. Vivemos da ilusão de que tudo é o que vemos,
Mas não.
Talvez não.
Ninguém sabe,
Mas é bom abrir os olhos para a nova  poesia.

E se o poeta deixar tudo confuso?
É péssimo escritor?
Sou um lixo, então, mas não por isso.
Sou por acreditar que meu tempo ao viver
Será tempo outro dia.

Nenhum comentário:

Postar um comentário