sábado, 15 de dezembro de 2012

Rotina de Um Dia

Numa sala pública esperando o tempo passar,
Tirei meus sapatos e os deixei de lado.
A secretária reclamou, disse que aquilo não era lugar,
Nem hora,
Mas hora exata não há.

Garotas de camisa branca,
De calça jeans e cabelos dourados me olhavam,
Mas eram vazias,
Assim como minhas meias,
Carentes de um abraço apertado.

Cacos de vidro espalhados pela rua,
Talvez alguém tivesse tentado roubar um rádio,
Ou um bêbado quebrara uma de suas garrafas preferidas
Em meio a um descontrole emocional.
Não sei, nada sei a respeito.

O semáforo fechou e pude atravessar,
Junto com homens de terno e um rapaz audaz,
Que ouvia suas músicas em total silêncio, mas sua mente divagava
Enquanto a minha, inquieta e vibrante, o observava.

Passeando pelo parque, meu caminho até minha casa,
Vi cães brigando, ou brincando, não se sabe.
Os dois se olhavam e partiam um para cima do outro,
Assim como um casal, sentado num banco, ali ao lado,
Mas não prestei muita atenção,
Pois estava sozinho e o tempo era curto.

Sentei no sofá e assisti um programa monótono,
Colorido e superficial, como a maioria.
Não estava a fim de divertimento,
Minha cabeça estava em outro lugar:
Decapitado pelas lembranças de um longo dia.

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