sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

A Casa Assombrada

Cuidado! A morte assegurou seu lugar
Nas paredes de uma Casa que até hoje insiste em me assombrar
Com seus espíritos inquietos e seus gritos impiedosos
Que soam como sinos gigantes de igrejas ou castelos grandiosos
No calar da solitária e diabólica noite
- De ar espectral.

Ao cruzar a porta em direção ao salão principal,
Vejo a lareira- e o fogo- e o sofrimento - e a morte!
Me observando... ali, naquele lugar frio,
Naquela masmorra de caráter sombrio...
Onde meus sonhos se tornaram pesadelos
E minhas esperanças simples lampejos
De alguma coisa que já esqueci.

E como sofri! Ali parado vendo um muro se erguer à fronte...
Um muro irreal - que mais parecia um delírio do que uma ilusão...
Mais parecia uma alma a gritar dentro de mim
Implorando para ser liberta... liberta do inferno em que me encontrava,
Em meio aos tronos de demônios que conversavam entre si,
Gargalhando de meu desespero e se orgulhando da treva que me invade até hoje...
Fazendo de mim um espectro - um cadáver - um poema de versos mortos

Em meio às colunas de miséria, de dor e tristeza que sustentam a Casa...

E a mim.

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