domingo, 20 de janeiro de 2013

Paralelo

Às vezes estou tão cansado que nem ao menos penso
No que poderia ter feito
Se não estivesse propenso a sonhar acordado.

Numa dessas vezes me deparei com uma oportunidade.
Não entrarei em detalhes,
Mas haveria muito mais poemas de amor
Em minha já acolhedora poesia
Se aquilo tivesse se tornado verdade.

Enfim, me precipitei
E deixei escapar um sonho,
Uma utopia virando realidade.

Agora, em meio a um novo cansaço, me pergunto:
O que estou perdendo?

Será que cada momento que aproveito
É consequência de uma perda inconsciente?

Será que cada momento que vivo
É a razão da morte de outros melhores?

Talvez se nunca tivesse perdido algo
Nunca viesse a pensar nisto,
Muito menos tivesse escrito
- O que deve ter vindo a mim por outro motivo, agora desconhecido.

Talvez se nunca tivesse juntado palavras,
Escrevesse muito mais
E melhor
E pior
Ou pior
Ou melhor,
Dependendo do que tivesse feito antes.

Agora, em meio a um novo poema, me pergunto (mais uma vez):
O que virá a seguir?

Nenhum comentário:

Postar um comentário