quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Poética do Desprezo

I

Se tristeza matasse,
Mataria-me para não sofrer com suas regalias,
Porque todo dia ando por ruas noturnas,
Vazias e depressivas,
Em meio aos riscos de chuva pesada, que já nem sinto batendo em mim.

II

E, parece-me que, ao chegar em casa,
A única que me aguarda é a melancolia...
Junto com a solidão que sempre nos acompanha.

III

Em seguida, meus dias passam como se vivesse olhando para a janela...
Vendo imagens foscas e turvas
De ninguém. Só de mim:
Espelhado no espelho trincado... bem no meio de minha face,
- de olhos, nariz e orgulho rachados.

IV

Uma alma perdida talvez...
Uma vida irrelevante...
Não sei.

V

Se tristeza matasse,
Eu morreria...
E ninguém saberia...
E ninguém choraria...

Por puro desinteresse

                                                                           (à morta viva)

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