sábado, 9 de fevereiro de 2013

Sem (tido) Sentido

Escrevo o que não será escrito
Nas paredes dos livros
Que surgem em minha mente
Como se esta fosse uma prateleira vazia
Enchendo-se de poeira cada vez mais.

Escrevo no chão e nas ruas,
Mas ninguém enxerga minhas silenciosas palavras
Cronistas, poetistas e críticas,

- diferentes de mim, o ocioso e preguiçoso autor
que anda fazendo hora extra para ganhar dinheiro
neste país antiarte.

Escrevo sobre o ódio dos que amam
E sobre o conhecimento dos que propagam
E declamam seus sentimentos altruístas e disléxicos

Para um povo egoísta
E apaixonado pelo coletivo
Que o cerca.

Escrevo o que não será escrito no onirismo poético
Surrealista, sentimentalista,
Extremamente vivo e insensível

Para olhar os olhos das pessoas
E ver o mundo:

O mundo deserto com o qual cada um se enxerga.

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