segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Soneto à Problemática


Vivo de um amor problemático...
Como se de tudo que dele a mim viesse
Parte de minh'alma solitária fizesse
O mal escondido em um amor enfático.

E, se nem na paz o coração inflama,
Talvez o meu, mudo, não seja chama...
Apenas a paixão que desperta do frenesi,
Que surge quando alguém de mim gargalha e sorri,

Mas, por não saber se meus problemas
Serão amáveis e interessantes
Aos olhos da insuficiência de meus poemas,

Escrevo os versos que amam os amantes.
Versos vãos e profundos, que listam meus dilemas;
Versos a um amor problemático, em mim gigante.

Nenhum comentário:

Postar um comentário