sexta-feira, 8 de março de 2013

Ódio

Queria ser menos racional,
Mais violento e parecido com o que odeio
Para descontar o ódio que sinto
Em sua cara:
A do que quero morto.

Queria poder me ver livre 
Para viver sem meu desafeto fraterno
E sem que este viesse a me importunar
E também alimentar
A ira que, há muito tempo, estava adormecida.

Queria decepar sua cabeça
E pendurar em minha parede;
Queria sorrir de seu sangue desbotado - por mim
E queria acordar todos os dias com seus olhos apagados
Observando meu doentio sorriso matinal
Desprezando sua inexistente e irrelevante vida passada
- A qual eu finalizei.

Queria o ódio
Queria o ódio...

O ódio que anos atrás foi silenciado...

Queria que as pessoas percebessem sua falsidade
E incapacidade de ser alguém único.
Queria que as pessoas enxergassem seu lado-otário
E realmente vissem que sua presença não vale a pena.

Faço um favor a mim mesmo ao matar-lhe em mim;
Faço um favor a você por não ter que se dar conta de que é lixo;

Faço um favor ao mundo
Ao privá-lo de sua inutilidade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário