terça-feira, 9 de abril de 2013

Hoje

As garotas passavam em grupo;
Os taxistas conversavam no ponto;
Um jovem pensava em estupro
E o dia se erguia por trás dos prédios tortos.

Meu pai me deixou na porta;
O segurança mandou todos saírem;
A van quase bateu no caminhão
E meus braços se cruzaram observando.

A fila andava;
Os ônibus passavam vazios;
A manhã raiava
E eu ainda estava escuro.

As crianças passavam na escolar;
Os carros se amontoavam assistindo o vermelho;
Os digitais se acendiam nos vidros
E a vida lá fora permanecia atemporal.

Tive fome;
Comi o sol;
Deitei em minha cama
E dormi como se fosse noite.

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