segunda-feira, 8 de abril de 2013

Inconstância

Seus olhos e boca dizem seu coração
E sua mente que mente em sua cabeça
Já sorri sem qualquer emoção.

Tudo é engano e desespero
Na mentira que vive sem viver,
Enquanto se entrega quase sem perceber

Às pontadas soluçais em seu peito;
À poça em suas maçãs
E ao intenso batimento insensível,

Que pausam a dor inconstante,
Que, de supetão, se deixa levar
Pela alegria dividida com seu atencioso amante.

Já não existem problemas
E as fantasias dominam
Seus distantes pensamentos.

Não existimos
E somente existimos
Em nós dois.

O choro cessa,
O riso contagia
E a felicidade que outrora era sofrimento

Viaja esperando uma próxima vez.


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