domingo, 14 de abril de 2013

Um dia talvez me venha um título à mente...

Nunca frequentei as festas que os outros frequentavam;
Nunca fui do tipo normal, que se sujeita a relações comuns
E à mesmice que assola tudo e todos
Como nesta loja - atacado - chamada vida.

Nunca me senti mal por estar solteiro
Ou não ter braços tão largos como a maioria.
Na verdade, quero que me amem pelo que guardo em mim,
Não pelo tamanho dos meus membros.
                                                            - e isso inclui até os ocultos.

Nunca fui aberto à química que tanto satisfaz as pessoas
E nunca encontrei fugas (de minha própria realidade) como essa.
Não devo ser tão infantil, afinal
E, talvez, somente eu saiba aproveitar a vida.

Nunca fui devoto. Sempre achei que poderia ser melhor
Que os ídolos que idolatrei e os deuses que veneraram por mim.
Talvez um dia me torne um.
Ou então, talvez faça com que algo se torne um deus.
                                                           - para mim, crer e endeusar é o mesmo.

Nunca me considerei bom em algo
Mesmo que pudesse ser bom em tudo.
Minhas habilidades não têm limites
Apesar de me limitar por ser humano.

O homem se corrói por se preocupar com o resto.
O valor que dá a si é a chave para libertar-se
E unir-se à grandeza intrínseca a si mesmo.
Mas não há mal nisso.

Apenas o imposto que cobram os olhares invejosos e muito mais narcisistas
Quando contemplam os gigantes monumentos alheios
E se deparam com seus pequenos castelos de areia
Levados pelas gloriosas e imponentes marés de orgulho e vitórias.

A arte de ser é ser sem não-ser.
O que foge disso torna-se dispensável e altamente substituível.

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