domingo, 26 de maio de 2013

Uns Poucos

Uns poucos...
Muitos se aproximam,
Mas não passam.
Apenas observam,
Apenas procrastinam
Uma conversa irrelevante
E inadiável.
Uns poucos se aglutinam
E outros se dispersam
Ao acabar a noite
Em meu poema inevitável.

A cabeça pousa nos braços;
Os olhos se reviram olhando tudo
E, ao mesmo tempo, nada.
Os lábios, contraídos, pensam inúmeras palavras
Enquanto as mãos, inquietas, tateiam passos sobre a mesa.

Uns poucos...
Muitos se aproximam,
Mas nenhum está perto.
Nenhum se anima, nenhum está ali.
Apenas esperam versos
Do poeta que vê tudo...
E, ao mesmo tempo, nada...

Muitos...
Por serem tantos,
Tornam-se pouco.

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