quarta-feira, 26 de junho de 2013

Observação #9

Meu fim começa em lágrimas,
que escorrem de mãos dadas,
até atingirem o poço,
a fossa,
a qual sempre me destino.

Ignorado, fui sozinho
por ter ignorado os outros
e por ter querido ser querido
e esquecido (ao mesmo tempo).

E acabei me entregando um pouco mais.

Meus braços rasgados,
meu peito ribombando,
minha moral flagelada.

Minha angústia me consumindo,
minha poesia se desfragmentando,
minha morte vã e já anunciada.

Meu fim termina em lágrimas,
que escorrem de mãos dadas
até atingirem meu rosto.

Não são minhas.

Eles me observam de cima,
lamentando o momento lúgubre.

Não por mim, mas por eles.

Ninguém chora a morte do morto,
mas a tristeza que sua ausência causará.

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