domingo, 30 de junho de 2013

SP-280

do carro, na estrada,
o campo esburacado,
de tempos antigos,
hoje esquecidos,
pelos que antes
o habitavam,
me observava.

o que era?

do carro, pela janela,
na estrada,
remoto,
vão,
lúgubre.

a morte era tão profunda,
no verde-cinza
das gramíneas,
que toda a vida
que um dia ali esteve
me preencheu.

fechei os olhos
e adormeci,
e sonhei,
sem dormir
um minuto sequer
ao longo da viagem.

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