domingo, 4 de agosto de 2013

Carolina

Ela se encaixa em meus braços
e se encolhe como se aquele fosse
o último abraço que receberia
de seu poeta preferido.

Toca os lábios em meu pescoço
e trocamos palavras,
e lamentamo-nos por serem tão insuficientes
para descrever qualquer coisa que sentimos.

Basta um olhar para que o mundo se oculte
em nossos ataques de riso, e confissões,
e beijos, e abraços e carinho sem razões...

Basta um olhar para que o mundo se afaste
e deixe que nos amemos (para que ele mesmo aprenda
que nenhum poeta precisa de palavras

para ser poesia na vida de alguém).

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