quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Soneto imperfeito ao Wharf Poet

Relógios sem ponteiros e cadernos
de jornais rasgados
estampam imagens mentais:
dissimuladas e inseguras.

Tish, o eremita que rege meu aprendizado
cede sua alma velha a meu corpo-feto...
e o que absorvo é apenas o que deixo
ser absorvido - inconscientemente.

Da barba grisalha aos poemas sem tino,
o velho do cais, emigrante estrangeiro,
sábio das palavras, budista de sangue

Somente divaga, como eu, em busca
de algo comum aos poéticos viventes:
ponteiros, cola... e segurança interna.

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