sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Poema de um quarto vazio

No frio de meu quarto escuro,
de luzes apagadas,
o brilho da tela de meu computador,
em estado de espera,
ilumina meu rosto cansado.

Minhas mãos apoiadas,
meu casaco pendendo para os lados
da cadeira inclinada...

ninguém aqui.

A cortina balança pelo vento
que espira de fora para dentro
neste quarto vazio...

Esperei-a por muito tempo,
deitado, em silêncio,
de portas fechadas,
e as de minha mente, abertas
para todas as possibilidades.

Esperei, angustiado, mas calado,
seu sorriso vindo ao meu,
levemente, suavemente...
como uma cena de um filme barato
que nós mesmos encenamos um dia.

Se disser que estou infeliz, mentirei.
Se disser que estou triste, blefarei.

São apenas mágoas que inundam
meu poço sem fim.
São apenas mágoas que alimentam
meu ser.

Mas ninguém se dá conta...
nem mesmo eu me importo.

Tudo bem sempre ficar em segundo plano.

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