quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Soneto à quarta-feira

Tanta preguiça numa manhã de quarta-feira
que não dá gosto varrer meus versos
de minha mente ineloquente
ao prazer do papel em branco.

Faço aviões de papel,
faço pelotas e os arremesso num cesto vazio.
Mas são tantos e tão pouca a vontade...
que erro tudo e volto ao cansaço de poeta matinal.

Tanta preguiça numa manhã de quarta-feira
que todo dia parece segunda...
e ainda é a terceira segunda da semana...

Tanta preguiça num dia frio, de céu encoberto
que não planejo, não penso, não vivo.
Apenas me deixo ser levado pelo ócio.

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