domingo, 29 de setembro de 2013

Soneto alternativo

Essa mania de fazer sonetos
com metalinguagem exagerada,
de forma rebelde (quase Rimbaudiana)
e deveras irônica,

só me traz angústias, apesar do alívio.

O que importa é o número final
de versos soltos acumulados

e o conteúdo - que, por vezes, nega como foi escrito.

Mas, se o poeta digride em um poema mediano,
o leitor se agride para tentar entender um verso sequer.

Porém, na verdade... não quer...
porque sou só influência
para alguma autoconclusão
a ser tirada por quem digeriu este soneto.

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