quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Eu

no porão,
com uma vela
acesa
num pequeno
prato
de cerâmica
branca,
sentei-me sozinho
à espera de algo.

somente os quadros
protegidos
por panos claros
e gaiolas
de pássaros
que se foram havia muito,
e o vento que batia
na janela com
armadura de madeira,
e as memórias de tempos
que nunca vivi

me acompanharam
enquanto lia um livro
de mistérios
e onirismo
cheio de reviravoltas
e digressões.

um livro sem páginas
um livro sem capa...
um livro pessoal
e de ordem introspectiva.

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