quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Noite cheia

Andar pelas ruas
sem pés e braços;
ver cores
em esquinas baldias
e prédios distantes.

É noite cheia de luz;
o mendigo sorri,
o garçom acena.

Todos tão felizes
sem ser algo.

E sou nada,
existindo apenas num poema.

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