domingo, 20 de outubro de 2013

Simbolismo

Nasci no auge de uma ardente e fria primavera
da qual somente extrai a tristeza de um morto inverno
e a melancolia do atual fragilizado estado interno
do poeta que sofre em sua mente deveras.

E, no simbolismo que crio para deletar e delegar
as palavras astutas e eloquentes que escrevo,
fujo do significado para citar o que apenas descrevo
quando tento a mim mesmo desistir ou entregar.

A poesia sou eu, apesar de ser um nada vazio.
O tudo sou eu, apesar de nada ser e em mim
ser o mais sincero e repentino desvario.

Já não há palavras e o final se aproxima
e as flores do mal que cresceram no sinuoso jardim
escrevem o que descrevi sem escrever o que está acima.

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