quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Enigmáticos

Com mãos trêmulas e a timidez estampada no rosto,
dois amantes que se olham e se admiram um a um
com eterno amor e sutil desgosto
aos defeitos e qualidades de outro algum

contemplam a palidez de quem vê o que não quer,
do amor que abrange a tez e clama o que requer
meus singelos sentimentos destinados a si
enquanto tudo entrego a teus olhos... tudo de mim a ti.

Como pessoas que se vêem, mas não se conhecem;
em meio a uma multidão teus olhos amanhecem
meu olhar anuviado e disperso
ao teu, sozinho, amado, imerso.

E a solidão que a mim foi destinada
ainda pertence a uma parte minha apaixonada
e enquanto escrevo meus poemas problemáticos,
decifro teus olhos, querida, enigmáticos

com mãos trêmulas e a timidez estampada no coração,
enquanto dois amantes se entregam a uma eterna paixão
com singelo amor e verdadeiro encanto
aos defeitos que os fazem amar, no entanto.

Nenhum comentário:

Postar um comentário