segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

SORTEIO - Resultado

Hoje foi realizado o sorteio dos 5 livros de Poesia.
O vencedor do mesmo foi Fernando Martin.

Parabéns!
Entrarei em contato assim que possível.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Enigmáticos

Com mãos trêmulas e a timidez estampada no rosto,
dois amantes que se olham e se admiram um a um
com eterno amor e sutil desgosto
aos defeitos e qualidades de outro algum

contemplam a palidez de quem vê o que não quer,
do amor que abrange a tez e clama o que requer
meus singelos sentimentos destinados a si
enquanto tudo entrego a teus olhos... tudo de mim a ti.

Como pessoas que se vêem, mas não se conhecem;
em meio a uma multidão teus olhos amanhecem
meu olhar anuviado e disperso
ao teu, sozinho, amado, imerso.

E a solidão que a mim foi destinada
ainda pertence a uma parte minha apaixonada
e enquanto escrevo meus poemas problemáticos,
decifro teus olhos, querida, enigmáticos

com mãos trêmulas e a timidez estampada no coração,
enquanto dois amantes se entregam a uma eterna paixão
com singelo amor e verdadeiro encanto
aos defeitos que os fazem amar, no entanto.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Defeitos e qualidades

defeitos e qualidades
são relativos, pois dependem
da recepção e reação
de quem lida com um indivíduo.

não há perfeição,
somente a que criamos para nós.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Pensamentos descontentes desatinam sem me ter

Pensamentos descontentes desatinam sem me ter
e o amor que tanto amo arde sem me ver.
É a chama de algo incerto e imprudente,
é o calor de meu vasto coração eloquente.

Pensamentos vão e vem em sonhos dissidentes
e tornam-me escravo de tua beleza a mim ausente.
É o verso de um pequeno poema a ti destinado,
é sentir a tua falta em um beijo delicado.

É dormir para apenas sonhar contigo
e não ser algo somente, mas ser teu abrigo
em meio à tormenta que ao mundo castiga.

É estar preso e livre simultaneamente...
é amar-te sem rancor e eternamente
em meio à distância que nos instiga.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Solidão

Solidão
é a ínfima parte da tristeza.
é partindo dela que se enxerga a beleza
de ser levado a todos os lugares sem ser levado
e ir a lugar nenhum sem perceber que está parado.

Solidão
é a mais nobre parte de uma singela sinfonia.
é quinta, a décima parte aparte do todo...
é minha mais sutil melodia,
que vem de modo

simples... e arrasador.

Solidão é pontada no peito
é a lágrima que escorre, muda.
Solidão é o que ainda está para ser feito
é o coração partido que a si desnuda.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Reflexão #Y

o céu de anil no chão,
as nuvens dispersas evolando por aí
nas cabeças desunidas das pessoas desesperadas.
a senhora de ombreiras, o saco de pão
e as migalhas que voam sem ser vistas.
as caixas onde vivemos e guardamos nossas tralhas.
o sentimento desmotivado e ignorante.

somos humanos.

as grades dedilhadas pelo menino só.
a caminhada sem fronteiras do atleta manco.
o Bardo em todas as prateleiras sem ser lido.
a saudade da saudade da saudade.

a música das entranhas do poeta mal-amado.
as vozes caladas na escuridão branca.
os sonhos quebrados e o nada nas esquinas.

o amor jaz entre nós.

o céu de anil no chão,
o dia sendo noite e a noite sendo o fim.
poemas jogados pela cozinha em perfeita simetria.
ABAB ABAB CDC DCD

os guardanapos rasgados com palavras ocultas.
os talheres sujos nos pratos límpidos.
a mulher das ombreiras, o saco de frutas
e os cachos de seus cabelos esvoaçantes.

somos humanos.

o velho mestre do reino asteca envia-me poemas,
mas não há como responder à altura.
não sou tão humano e não sinto tanto...
somente a tristeza das vielas negras,
o som do mar e a luz do sol noturno,
a perfeição da mulher amada,
a voz que se fecha e a boca que se cala.

um dia tirarei um dia para escrever
e apenas escrever em vão
como se todas as palavras sumissem
conforme fosse proliferando sua tinta incolor.

um dia escreverei sobre a garota das ombreiras
e o saco de bonecas na outra mão de sua mãe.
estas de mãos dadas, caminhando ao além e ao nada
sem deixar rastro e apenas saudade.

saudade de tempos remotos.
saudade de minhas fantasias de garoto.
dedilhava paredes e as descascava com unhas roídas.
imaginava um paraíso só meu e sonhava amar o amor que já não há.

um dia terminarei um poema sem fim.
e escreverei sobre o que nunca pensei.
somos humanos, mas nem tanto.

o garoto que furta brinquedos.
o jovem que abate carteiras.
o homem que estupra garotas
o senhor que morre sem caixão.

as calçadas imundas de ruas de paralelepípedo.
os tênis e cadarços amarrados na fiação.
um poema chato, sem sentimento.
um poeta nato e livre da depressão.

a leitura desatenta em novos parágrafos.
a má interpretação e confusão escrita.
o desinteresse e pressa.
a falta de tino e futuro arrependimento.

poderíamos ter vivido melhor.
somos humanos. somos errados.
somos secretários do ódio
e repudiamos o amor que já desfalece.

a falta de tempo e relógios quebradiços.
a correria destoante e desbotante.
palavras despalavradas.

a garota do fim do mundo chama meu nome.
não sei o que dizer, a timidez me consome.
talvez seja um novo começo.

ainda não sabemos viver.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Amor à amargura

As pessoas andam sem interesse
em relógios sem ponteiros
e nuvens de estresse e preocupação.
Andam em silêncio e cabisbaixas
sem olhar para os lados e apenas
caminham, caminham e caminham,
mas não pensam, não amam e não vivem.

As pessoas andam sem interesse
em relógios sem ponteiros
e nuvens de ódio e agonia.
Agonizam sem amor.
Somente amam a amargura.

E quando olham para trás, não andaram muito
apenas se cansaram e estouraram seus relógios
com ingênuos e levianos desejos e atrações.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Anjos nefastos

anjos nefastos
perseguem sua mente
ausente de corpo
e suam
e choram
e sangram
e riem
e desatinam
a seu lado
erroneamente
cristalizando um a um
seus sonhos e esperanças
seus medos e fragilidades
seus modos e afinidades.

anjos nefastos
e fantasmas de passados remotos
e próximos
e prósperos
e dispersos
desatentos
acalorados
friorentos
deslizam por entre seu tino
e abraçam seus laços de felicidade
enquanto estragam e entregam a si
suas eternas e saudosas saudades.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Nenhuma coisa alguma da mente

Não serei o poeta de uma chama ardente
nem de casais e amores caducos
mas do amor e seus gloriosos frutos
em minha honrosa alma eloquente.

Não cantarei versos de agonia
e não esconderei mistérios e segredos
por entre minhas frias mãos e dedos
das mais puras melancolias,

e somente serei o poeta do amor que sinto
se já nem sinto, sou eu mesmo, minto...
não sou quem sou, não sou a esmo...

e somente serei o poeta do ardor
se escrever para você e para mim, amor,
com você, sendo nós dois um mesmo.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Flux

Sobre a mesa: o livro de Camões
e seus versos de amor e ilusões,
que agora já preenchem minha mente
como se fossem meus.

Estou estranho: não escrevo, não penso
e somente tento, se nem tento, prenso
minhas mãos nas folhas rasgadas, amasso
e as atiro em direção qualquer.

Sobre a mesa: o livro de Camões
e meu amor e suas inundações
molhando as bordas e manchando
as palavras com gotas de minha poesia.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Poets turn into their poems

Poets are born with the gift of hate,
and they hate being awake all night long
thinking. Thinking about the girls they've met,
thinking about the words they've written...

They write the more, they live the less...
They write the more, they love the less...

Poets are born with the gift of loving
and they love loving the ilusion of love.
From loyalty... from follies... the poets faint in words
when they see themselves reflected in another's eyes.

Finally, poets turn into their poems.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

O poeta

Do amor nasce o poeta,
que o escreve em seus versos
sem o fazer ou sem interesse
em ter-se refletido em outrem.

Da lealdade com quem o mata,
o poeta desatina em palavras,
e passa a escrever somente pelo gosto
e gozo de tocar alguém.

Mais do que ser, mais do que viver,
o poeta se inflama no ego do amor
e, refletido, caminha sem andar.

Mais do que escrever,
o poeta ama, e ama
amar a ilusão de amar.




segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Última coisa alguma

As pessoas desbotam em si mesmas
E o poeta desbota em palavras.

Nona coisa alguma

Sôfregas palavras em versos esparsos,
pouca criatividade ao olhar para as pessoas,
um assobio aqui, um estalo ali...
o mundo parece diferente.

Ávidos são meus versos... curiosos, dispersos;
somente procrastinam a leitura desatenta do leitor
e, da dor, somente espreita-se em si e em mim
à procura de novas palavras de cunho nenhum.

Oitava coisa alguma

Procuramos as coisas erradas.

É como se saíssemos buscando,
mas buscássemos coisa alguma.

Como um turista sem mapa;
uma ave sem asas...

E em barcos sem vela navegamos,
em aviões de papel - pelo ar espreitamos.

Nada mudará o mundo, somente o tempo...
tempo para que se faça algo.

Mas ainda buscamos coisas sem o fazer
e buscamos pelo prazer da descoberta.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Sétima coisa alguma

pernas pro alto em
folhas em branco u
m poema interminá
vel começa a se es
preitar por minha
mente cansada e s
onolenta sem poe
sia ou versos cala
dos sem a tristeza
ou alegria de seres
distantes que se en
contram em uma e
squina depois de l
ongos e longos te
mpos em que a dis
tância os envoltou.

pernas pro alto em
movimentos brusco
s folha em branco p
apel vazio mais rep
leto que o repleto.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Sexta coisa alguma

Caixas com divisórias...
moramos em caixas com divisórias
- como qualquer objeto.

Haiku

para Carmen Montalvo

Entre pequeñas y dispersas
palabras se hace un mundo
lleno de amor y amistad.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Quinta coisa alguma

saudade de ser algo que não sou
saudade de ter quem nunca tive
saudade de alguma coisa não vivida
saudade de uma sensação não sentida
saudade de um poema não lido
saudade de palavras com sentido
saudade de quem sempre me manteve
saudade de ser algo que já fui
saudade de um futuro inventado
saudade de um amor ilusório
saudade de sentir saudade.

Quarta coisa alguma

papéis amassados
em um quarto tra
ncado por dentro
sem pessoas e ve
rsos sem poemas
sem esperança e
felicidade apenas

a poesia de ser u
m vazio poético
é uma janela fec
hada aberta com 
chaves de poeta
e tesouros de hu
manidade

Terceira coisa alguma

a sensação
de quebrar
um poema 
em palavr
as pequen
as e disfor
mes faz com
que sinta m
inha poesia
destrutiva 
construtiva
mente e so
litariamente
poesia

Segunda coisa alguma

o sol chove
sem ser vis
to e a chuv
apenas cho
ve em olho
s por serem
necessessá
rios apenas 
dois para v
ê-la de fato

Something

L
i
t h i u m 
          a
          k
          e
          s
                 
                      y o u  h a p p y
                                o
                                w
                                
                                l
                                o n g  d o e s  i t        
                                                        a
                                                        k
                                                        e
                                t o  m a k e
                                                people smile?

Primeira coisa alguma

sem motivo
pra viver se
m razão par
a escrever a
razão que b
ate no cora
ção de vers
os sozinhos

Bitolado

Todos os versos que ouvi
não despertaram inspiração
nem fizeram de meu ego uma mera ilusão
do poeta mal amado que jaz aqui.

Tudo sempre igual
sem grande criatividade e alterações
estupidamente banais para o gosto
refinado e confuso deste.

Tudo que ouvi não me animou
e passei a não ouvir mais.
Por isso sou quem sou
e por isso minha poesia permanece assim.

Por uma noite

Tão silenciosos e dispersos teus passos
calçam o chão por onde andas
sem que tua mente codifique o que ainda
amas sem amor, sem alma, sem chama.
E dedilharei-te; e sentirei-te
já que já não te importas mais contigo mesma;
e calçarei-te e amarei-te
por uma noite apenas, pois meu amor jaz num poço
de melancolia que consome a si mesma.
E repousarei em teu seio; e deitarei a teu lado
e irei embora de teu quarto com apenas o orgulho
de ter sido teu... por uma noite somente.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Jogado

V E R S O S R E V E R S O S
E R S O S R E V E R S O S
R S O S R E V E R S O S
S O S R E V E R S O S
O S R E V E R S O S
S R E V E R S O S
R E V E R S O S
E V E R S O S
V E R S O S

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Se um dia aprender a escrever

Se um dia aprender a escrever,
escreverei um simples poema
para a ilusão que criei
para poder amar eternamente.

E me apaixonarei cada vez mais
pelo fruto de meu ego ou eco
sem orgulho e sem amor
apenas a ilusão de amar para sempre.

Se um dia aprender a escrever,
escreverei um simples poema
com palavras sem sentido
e rimas de jornal.

E amarei sem amar o que já se foi
e nem saudade deixou.

Escrevo pela ínfima tortura

Escrevo pela ínfima tortura
de quem mal nasceu para a poesia,
mas sim para a tristeza e melancolia
de angustiantes versos de alma pura.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Meaningless Words

meaningless words
for someone running in circles
on the corners of empty and distant streets
of my silly and in love mind.

meaningless words
for someone running
on the corners of my empty
and cold blooded heart.

meaningless words.
you know me well.

meaningless people running in circles.

on the corner, my heart hidden behind
a distant and empty mind.

you know all about me.