sábado, 4 de janeiro de 2014

Poemas em bolsos rasgados

Com as mãos em bolsos rasgados
tateio minha perna enquanto caminho,
e enquanto corro lânguidas rimas, sozinho,
escrevo poemas para alguns, negados.

E enquanto teu jovem coração
outro tanto acaricia e ensanguenta,
meus olhos teu doce olhar sutil alenta
e termina como um simples verso de solidão.

Em teu seio, lacrimejo, próximo e distante,
enquanto carrego comigo a dor
que considero complacente e dissonante.

Em tua alma deposito meu ardor
em singelas e amiúdes palavras confortantes,
que serão atribuídas e despejadas por outro amor.



Um comentário:

  1. Olá! Paulo! Sou o Antonio do Arquivo Cultural. Hoje decidi ler as suas poesias, gostei bastante! Quando voltares a Belém, deixe um exemplar de seu livro conosco. Abraço!

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