quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Crepúsculo

És nuvem do crepúsculo, amor, que vem a mim
nua e alaranjada entre os tímidos e introspectivos
raios de sol - já tardios, já ocultos no manto
negro que levemente cai sobre a cidade.

És o beijo que o céu dá em si mesmo
como o desejo de boa noite que sempre
te dou antes de adormecer e partir
com meus mais densos e profundos sentimentos.

Sempre ao acordar, reconstruo a claridade em tua face
para que teu brilho desfaleça e não venha a ofuscar
tua imagem: a mim muito mais reluzente.

Então, como o dia e a noite de nosso dúbio amor,
tua própria claridade se apaga e dá lugar a minha...
até que outra vez parta e retorne no dia seguinte.

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