sábado, 22 de fevereiro de 2014

Do alto do telhado

O telhado escuta folhas secas de outono
à ausência que proporcionam poemas
de verão e palavras gélidas de invernos
frios e silenciosos a mim, aqui, sozinho.

"Onde estás?" se perguntam todos tolos
e bobos por acharem que encontrarão
resposta em alguma árvore desfolhada
ou emplumada: cantando a sós a vida.

E eu aqui, vasto e amiúde, penso em palavras
para descrever os sentimentos mais belos
que o homem poderia sonhar sentir.

E eu aqui já não mais escrevo por estar
apaixonadamente poético: sem palavras,
sem poemas... apenas um amor em mim presente.

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