terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Dois

Uma lágrima tua lava o céu de verde-claro
enquanto meus olhos choram por dentro
por sentir o sofrimento que reside
em teu próprio sofrimento.

E choro sozinho as lágrimas secas
que caminham às luas de nossa escuridão,
de segredos e erros que alimentamos
com vinho, leite e pão.

Uma lágrima descarrila e encontra tua boca
- tão doce e amarga como a dubiosidade
de quem ama e odeia...
tão linda como a verdade em nossa completude.

E choro sozinho em lágrimas secas
enquanto apago os incêndios de teu coração
ao ter-te ausente de ti mesma,
em vielas de sofrida solidão.

Um comentário: