terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Insônia

no escuro, da cama, escrevo em papéis amassados
um poema para alguém que queira ler palavras ao léu,
dispostas, sem qualquer sentimento ou vaidade,
em linhas finas, tracejadas linearmente.

olho pela janela e vejo alguns homens conversando
num bar aberto até de madrugada.
estão todos bêbados e fumando cigarros caros...
rindo sozinhos uns dos outros... sem perspectiva de vida.
enclausurados em sua mediocridade.

no escuro, ninguém me vê, e continuo a contemplá-los 
enquanto as palavras me fogem neste singelo poema que escrevo.

uma pilha de livros na bancada,
a leitura deveras atrasada,
revistas e jornais jogados por toda parte...
a cidade dormindo - e nós aqui.

três da manhã e nada... a insônia me consome.
um poema fraco escrevo
e já me perco num sono mal elaborado.

melhor parar por aqui.
amanhã talvez continue.

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