quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Misantropia

Quando emergi das profundezas de minha alma errante,
descobri que o mal do homem é o próprio homem.
E assenti para as malícias do mundo, as quais me consomem,
e me desintegram em meu eu gentil, perdido e ignorante.

Quando emergi do reino submarino de meu corpo absorto,
entrei em coma psicológico, e dos desvios borderline me desvencilhei...
Estive ocluso, misantrópico, fechado na própria ilusão que criei...
e me libertei para uma vida pautada na alegria, sorrisos e conforto.

E o leitor perguntará se é possível se curar dos males do mundo
enquanto eu, poeta de nome, pequeno em palavras e imenso em sonhos,
tento enxergar um destino otimista - a mim oriundo.

E questionará se sou herói de mim mesmo,
um mendigo fedorento em minha mente, imundo,
ou apenas alguém levando a vida meramente a esmo.

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