sábado, 1 de março de 2014

Algo mais que algo

Das fiações mal trabalhadas 
às grades destruídas e por mim dedilhadas,
sozinho observei que a solidão rondava 
a cidade que a mim rodeava.

Ouvia Tchaikovsky... concertos de piano e violinos...
e a melancolia me subia à mente em neurônios finos;
da mente aos braços, dos braços à morte...
que ainda não me golpeou por ser de muita sorte.

Eu ali, solitário, abraçava em braços rasgados
o vasto mundo vazio que via com meus olhos cegos
e de cunho dramático-virtuoso.

Eu ali, abraçava minha amada sem o fazer...
pois havia muito a agonia a transformara em cinzas
e fez da ilusão minha realidade - a sofrer.


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