terça-feira, 8 de abril de 2014

Arte

mês de janeiro e a solidão crepita nas sombras
de uma vida melhor, e mais amena, e mais tenra,
e mais repleta, e vazia dos sofrimentos que aprendemos
a sofrer melhor durante a superestimada trajetória.

mês de abril e estamos sós, mas acompanhados;
estamos tristes, mas sorrimos; estamos cheios,
mas, de alguma forma, falta algo a se completar
em nossa despida razão de ser e estar.

sonhos derradeiros, que vêm ao primeiro som
de uma conversa anuviada e dispersa,
ecoam em mentes solitárias e cabisbaixas,

mas são as que pensam, as que imaginam
e as que criam o mundo paralelo - aquele mesmo,
artístico, da fuga, da compenetração no amor de ser.

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