terça-feira, 8 de abril de 2014

Cerúleo

Ao som do sol
e a luz do mar cerúleo
ao som do céu
e a luz do sol noturno
a imensidão das palavras
os versos escassos
os mundos esparsos
os sonhos diurnos

Ao som do sol
e a luz do mar cerúleo
ao som do céu
e a luz do sol noturno
palavras esvoaçantes
cabelos cintilantes
poetas perdidos
em sonhos refratantes

Ao som do sol
e a luz do mar cerúleo
ao som do céu
e a luz do sol noturno
versos imersos em alegorias
profundezas poéticas e suas poesias
o homem consome-se
a mais pura melancolia

Ao som do sol
e a luz do mar cerúleo
ao som do céu
e a luz do sol noturno
não vêem miséria em seus olhos
não são poetas não são pessoas
são apenas o que a música destoa
e a imagem que forjam seus olhos

Ao som do sol
e a luz do mar cerúleo
ao som do céu
e a luz do sol noturno
a morte é a catarse da vida
já não há amor que a satisfaça
já não há esperança que a desfaça
e a depressão retorna mais uma vez querida.

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