terça-feira, 29 de abril de 2014

Lembranças

Lembranças ignotas purificam a torpeza da terra,
e eu aqui, vasto e amiúde, perdido no silêncio de meus versos
inversos, e também imersos em solidão e quietude,
derramo-me em prantos por minha saudade e a saudade toda.

Memórias vêm e vão em minha mente dispersa,
e eu aqui, vasto e amiúde, encerro o martírio que se condensa
em um amor que se foi, perdido também, em versos remotos
- como as lembranças difíceis de outrora.

E esse amor me pedia, em beijos e lágrimas,
que fosse embora, que fosse sozinho
e que fosse antes da aurora.

E esse amor, que sofria, pela escuridão noturna,
chorava por saber que jamais teria novamente
este amor poético, distante e sem volta.

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